TIPOLOGIA TEXTUAL - INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS - FIGURAS DE LINGUAGEM

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TIPOLOGIA TEXTUAL - INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS - FIGURAS DE LINGUAGEM

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1. 1

23. 23 35) Ano: 2016 Banca: Alternative Concursos Órgão: Câmara de Bandeirantes - SC Prova: Auxiliar Legislativo Na imagem acima temos um exemplo de qual figura de linguagem: a) Hipérbole b) Metonímia c) Pleonasmo d) Onomatopeia e) Sinestesia

8. 8 carneirinho, um pombo, um verso! Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol! Na Ilha do Nanja, passa - se o ano inteiro com o coração repleto das alegrias do Natal. Essas alegrias só esmorecem um pouco pela Semana Santa, quando de repente se fica em dúvida sobre a vitória das Trevas e o fim de Deus. Mas logo rompe a Aleluia, vê - se a luz gloriosa do Céu brilhar de novo, e todos voltam para o seu trabalho a cantar, ainda com lágrimas nos olhos. Na Ilha do Nanja é assim. Árvores de Natal não existem por lá. As crianças brincam com pedrinhas, areia, formigas: não sabem que há pistolas, armas nucleares, bombas de 200 megatons. Se soubessem disso, choravam. Lá também ninguém lê histórias em quadrinho s. E tudo é muito mais maravilhoso, em sua ingenuidade. Os mortos vêm cantar com os vivos, nas grandes festas, porque Deus imortaliza, reúne, e faz deste mundo e de todos os outros uma coisa só. É assim que se pensa na Ilha do Nanja, onde agora se fest eja o Natal. ( MEIRELES, Cecília. . Rio de Janeiro: Editora do Autor, 4 ed. 1966, p. 169.) Quadr Quanto à tipologia textual, pode - se afirmar que o texto tem, predominantemente, a característica discursiva de uma: A narração, por relatar uma autêntica fe sta natalina, ocorrida numa ilha imaginária, num tempo não definido, envolvendo personagens em mudanças de situação, numa relação de tempo anterior para posterior expressa no subsistema do pretérito. B argumentação, por defender com argumentos convincentes de autoridade, e ainda fundamentados em provas concretas e dados estatísticos, a tese de que a festa do Natal é uma utopia, fazendo sentido apenas se festejada na ilha do nunca. C descrição, p or se tratar de um texto figurativo, apresentando ocorrências simultâneas, sem relação temporal cronológica, que busca retratar as características físicas e psicológicas dos moradores da Ilha do Nanja, durante a celebração da festa do Natal. D injunção , por estruturar - se na forma de comandos direcionados ao leitor, em verbalização imperativa, para ensinar os procedimentos básicos para a celebração de uma autêntica festa de Natal. E dissertação, por analisar e interpretar a realidade, com os enunciad os em relações lógicas e verbos no tempo do presente, objetivando, por meio de recursos alegóricos, discorrer sobre os valores que devem ser resguardados para uma autêntica festa de Natal.

14. 14 Interpretação de texto Hoje é o dia E eu quase posso tocar o silêncio A casa vazia Só as coisas que você não quis Me fazem companhia Eu fico à vontade com a sua ausência Eu já me acostumei a esquecer Tudo que vai Deixa o gosto, deixa as fotos Quanto tempo faz Deixa os dedos, deixa a memória Eu nem me lembro Salas e quartos Somem sem deixar vestígio Seu rosto em pedaços Misturado com o que não sobrou Do que eu sentia Eu lembro dos filmes que eu nunca vi Passando sem parar em algum lugar Tudo que vai Deixa o gosto, deixa as fotos Quanto tempo faz Deixa os dedos, deixa a memória Eu nem me lembro mais Fica o gosto, ficam as fotos Quanto tempo faz Ficam os dedos, fica a memória Eu nem me lembro mais Quanto tempo Eu já nem sei mais o que é meu Nem quando, nem onde Tudo que vai Deixa o gosto, deixa as fotos Quanto tempo faz Deixa os dedos, deixa a memória Eu nem me lembro mais Fica o gosto, ficam as fotos Quanto tempo faz Ficam os dedos, fica a memória Eu nem me lembro mais Eu nem me lembro mais Eu nem me lembro mais Eu nem me lembro mais Eu nem me lembro mais

20. 20 EXERCÍCIOS PROVA FIGURAS LINGUAGEM 01. (VUNESP) No trecho: "...dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo", a figura de linguagem presente é chamada: a) metáfora b) hipérbole c) hipérbato d) anáfora e) antítese 02. (PUC - SP) Nos trechos: "O pavão é um arco - íris de plumas" e "...de tudo que ele suscita e esplende e estremece e d elira..." enquanto procedimento estilístico, temos, respectivamente as figuras de linguagem: a) metáfora e polissíndeto; b) comparação e repetição; c) metonímia e aliteração; d) hipérbole e metáfora; e) anáfora e metáfora. 03. (P UC - SP) Nos trechos: " ...nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major" e "...o essencial é achar - se as palavras que o violão pede e deseja" encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem: a) prosopopeia e hipérbole; b) hipérbole e metonímia; c) perífrase e hipérbole; d) metonímia e eufemismo; e) metonímia e prosopopeia. 04. (VUNESP) Na frase: "O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô", encontramos a figura de linguagem chamada: a) silepse de pessoa b) elipse c) anacoluto d) hipérbole e) silepse de número 05.(ITA) Em qual das opções há erro de identificação das figuras? a) "Um dia hei de ir embora / Adormecer no derr adeiro sono." (eufemismo) b) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopéia) c) Já não são tão freqüentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de número) d) "E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua..." (aliteração) e) "Oh sonora audição colorida do aroma." (sinestesia) 06. (UM - SP) Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse: a) Os irmãos de Teresa, os pais de Júlio e nós, habitantes desta pacata região, precisaremos de muita força para sobre viver. b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório. c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades. d) Dar - lhe - emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais satisfatórios. e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus insubordinável a qualquer tratamento. 07. (FEI) Assinalar a alternativa correta, correspondente à figuras de linguagem, presentes nos fragmentos abaixo : I. "Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste." II. "A moral legisla para o homem; o direito para o cidadão." III. "A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam." IV. "Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um, para, ergues a mão em viseira, firma os olhos." a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo; b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto; c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato; d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo; e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma. 08. (FEBA - SP) Assinale a alternativa em que ocorre aliteração: a) "Água de fonte .......... água de oceano ............. água de pranto. (Manuel Bandeira) b) "A gente almoça e se coça e se roça e só se vicia." (Chico Buarque) c) "Ouço o tique - taque do relógio: apresso - me então." (Clarice Lispector) d) "Minha vida é uma colcha de retalhos, todos da mesma cor." (Mário Quintana) 09. (CESGRANRIO) Na frase "O fio da idéia cresceu, engrossou e partiu - se" ocorre proce sso de gradação. Não há gradação em: a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou. b) O avião decolou, ganhou altura e caiu. c) O balão inflou, começou a subir e apagou. d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou - se. e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu. 10. (FATEC) "Seus óculos eram imperiosos." Assinale a alternativa em que aparece a mesma figura de linguagem que há na frase acima: a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes." b) "Nasci na sala do 3° ano." c) "O bo nde passa cheio de pernas." d) "O meu amor, paralisado, pula." e) "Não serei o poeta de um mundo caduco." 1 1. (ADVISE 2009) No enunciado: “Virgílio, traga - me uma coca cola bem gelada!”, registra - se uma figura de linguagem denominada: A) anáfora B) personificação C) antítese D) catacrese E) metonímia 1 2. (FMU) Quando você afirma que enterrou “no dedo um alfinete”, que embarcou “no trem” e que serrou “os pés da mesa”, recorre a um tipo de figura de linguagem denominada: A) metonímia B) antítese C) paródia D) alegoria E) catacrese

16. 16 TEXTOS PADRÃO CESPE 1)Julgue os seguintes itens, relativos às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima. Depreende - se do texto que chineses emigram para a Europa em busca da possibilidade de melhor sustento financeiro de suas famílias. ( ) CERTO ( ) ERRADO 2) Julgue os seguintes itens, relativos às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima. O texto é narrativo e autobiográfico, o que se evidencia pelo uso da primeira pessoa do singular no segundo parágrafo, quando é contado um fato acontecido ao nar rador. ( ) CERTO ( ) ERRADO 3) A respeito do excerto acima, extraído do poema Improviso do mal da América, de Mário de Andrade, julgue (C ou E) os itens subsequentes. Os versos de 1 a 9 expressam a inanição do eu lírico resultante do desejo de tudo ir indo de rodada mansamente (v.3). ( ) CERTO ( ) ERRADO 4) A respeito do excerto acima, extraído do poema Improviso do mal da América, de Mário de Andrade, julgue (C ou E) os itens subsequentes. No primeiro verso do excerto, o eu lírico associa a percepção de se sentir branco ao pertencimento de realidades desconhecidas. ( ) CERTO ( ) ERRADO

9. 9 DESAFIO TIPOLOGIA 1) Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: FUB Prova: Conhecimentos Básicos - Cargos de Nível Superior Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto antecedente, julgue o item seguinte. O texto apresenta elementos textuais característicos das tipologias expositiva e argumentativa. ( ) CERTO ( ) ERRADO 2) Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: BNB Prova: Especialista Técnico - Analista de Sistema Julgue o item seguinte, relativo ao sentido e a aspectos linguíst icos do texto precedente. O texto é predominantemente narrativo, haja vista, entre outras características, o emprego de verbos no passado. ( ) CERTO ( ) ERRADO 3) Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: BNB Prova: Analista Bancário Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto 2A1 - I, julgue o item seguinte. No primeiro parágrafo do texto, predomina o tipo textual narrativo ( ) CERTO ( ) ERRADO

6. 6 EXERCÍCIO FIXAÇÃO TIPOLOGIA 1) Ano: 2018Banca: FGV Órgão: TJ - SC Pro va: Técnico Judiciário Auxiliar Garoto das Meias Vermelhas (Carlos Heitor Cony) Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito. Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa. Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas. Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele só usava meias vermelhas. Ele falou, com simplicidade: "No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Colocou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo ia rir de mim, por causa das meias vermelhas. Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me perdesse, bastaria ela olha r para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho era dela." "Ora", disseram os garotos, "mas você não está num circo. Por que não tira essas meias vermelhas e as joga fora?" O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou: "É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me lev ará com ela." Carlos Heitor Cony, Crônicas (adaptado) Apesar de narrativo, o texto 1 tem seu primeiro parágrafo no formato descritivo. Nessa descrição, o autor procura: a) dar marcas físicas e psicológicas do personagem; b) mostrar aspectos psicológicos do menino; c) situar a narrativa num momento temporal passado; d) caracterizar o espaço físico onde vão ocorrer os fatos; e) indicar traços da personalidade do menino que irão alterar - se. 2) Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: T J - SC Prova: Técnico Judiciário Auxiliar Os Estatutos do Homem (segmento) Artigo VIII Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar - se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor. Thiago de Mello, Os Estatutos do Homem O texto é parte de um poema moderno de Thiago de Mello. A expressão “Fica decretado” insere poeticamente o texto entre os textos: a) instrucionais; b) preditivos; c) publicitários; d) argumentativos; e) norm ativos. 3 ) Aplicada em: 2016 Órgão: SEDU - ES Prova: Professor - Língua Portuguesa Texto associado A maioria dos países da América Latina, incluindo o Brasil, só começou a montar seu sistema escolar quando em muitas outras nações do mundo já existiam universidades bem estruturadas e de qualidade. Mesmo assim, era um privilégio para poucos. Apenas nos anos 1970 e 1980 começou na América Latina a discussão sobre a educação ser um direito de todos. Mas claramente ainda nos falta a percepção moderna de que esse é um fator estratégico para o avanço. Se buscamos uma sociedade ancorada no conhecimento, tu do, absolutamente tudo, deve se voltar para a escola. (TORO,Bernardo. Veja, 18 nov. 2015, p.17) Em relação aos modos de organização textual, esse texto apresenta, em sequência, a a) descrição e a narração observadas na recuperação histórica de fatos, em formas verbais do pretérito; a argumentação, apoiada em argumentos de autoridade, em formas verbais do presente. b) descrição de acontecimentos do passado, por meio de relato histórico, em formas verbais do presente; a narração, responsável pela apreciação do autor, em formas verbais do pretérito. c) narração, em formas verbais do pretérito, fundamentada na descrição de acontecimentos históricos, situados no tempo presente. d) argumentação, no p retérito, sobre acontecimentos históricos; a descrição e a narração de argumentos e de pontos de vista, em formas verbais do presente. e) narração de fatos historicamente situados, em formas verbais do pretérito; a argumentação, observada nas opiniões emi tidas em formas verbais do presente. 4) Aplicada em: 2015 Órgão: TRT - 3ª Região (MG)Prova: Técnico Judiciário texto associado Dona Doida Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso, com trovoada e clarões, exatamente como cho ve agora. Quando se pôde abrir as janelas, as poças tremiam com os últimos pingos. Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema, decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos. Fui buscar os chuchus e estou voltando agora, trinta anos depois . Não encontrei minha mãe. A mulher que me abriu a porta, riu de dona tão velha, com sombrinha infantil e coxas à mostra. Meus filhos me repudiaram envergonhados, meu marido ficou triste até a morte, eu fiquei doida no encalço. Só melhoro quando chove. (PRADO, Adélia. Poesia Reunida. São Paulo, Siciliano, 1991, p. 108)

4. 4 09)(Universidade Estácio de Sá – RJ) Preencha os parênteses com os números correspondentes; em seguida, assinale a alternativa que indica a correspondência correta. 1. Narrar 2. Argumentar 3. Expor 4. Descrever 5. Prescrever ( ) Ato próprio de textos em que há a presença de conselhos e indicações de como realizar ações, com emprego abundante de verbos no modo imperativo. ( ) Ato próprio de textos em que há a apresentação de ideias sobre determinado assunto, assim como explicações, avaliações e reflexões. Faz - se uso de linguagem clara, objetiva e impessoal. ( ) Ato próprio de textos em que se conta um fato, fictício ou não, acontecido num determinado espaço e tempo, envolvendo personagens e ações. A temporalidade é fator importante nesse tipo de texto. ( ) Ato próprio de textos em que retrata, de forma obje tiva ou subjetiva, um lugar, uma pessoa, um objeto etc., com abundância do uso de adjetivos. Não há relação de temporalidade. ( ) Ato próprio de textos em que há posicionamentos e exposição de ideias, cuja preocupação é a defesa de um ponto de vista. Su a estrutura básica é: apresentação de ideia principal, argumentos e conclusão. a) 3, 5, 1, 2, 4 b) 5, 3, 1, 4, 2 c) 4, 2, 3, 1, 5 d) 5, 3, 4, 1, 2 e) 2, 3, 1, 4, 5 10) (FUNCAB) Internet e a importância da imprensa Este artigo não é sobre a pornografia no mundo virtual nem tampouco sobre os riscos de as redes sociais empobrecerem o relacionamento humano. Trata de um dos aspectos mais festejados da internet: o empowerment (“empoderamento”, fortalecimento) do cidadão p roporcionado pela grande rede. É a primeira vez na História em que todos, ou quase todos, podem exercer a sua liberdade de expressão, escrevendo o que quiserem na internet. De forma instantânea, o que cada um publica está virtualmente acessível aos cinco continentes. Tal fato, inimaginável décadas atrás, vem modificando as relações sociais e políticas: diversos governos caíram em virtude da mobilização virtual, notícias antes censuradas são agora publicadas na rede, etc. Há um novo cenário democrático mais aberto, mais participativo, mais livre. E o que pode haver de negativo nisso tudo? A facilidade de conexão com outras pessoas tem provocado um novo fenômeno social. Com a internet, não é mais necessário conviver (e conversar) com pessoas que pensam de for ma diferente. Com enorme facilidade, posso encontrar indivíduos “iguais” a mim, por mais minoritária que seja a minha posição. O risco está em que é muito fácil aderir ao seu clube” e, por comodidade, quase sem perceber, ir se encerrando nele. Não é infreq uente que dentro dos guetos, físicos ou virtuais, ocorra um processo que desemboca no fanatismo e no extremismo. Em razão da ausência de diálogo entre posições diversas, o ativismo na internet nem sempre tem enriquecido o debate público. O empowerment dig ital é frequentemente utilizado apenas como um instrumento de pressão, o que é legítimo democraticamente, mas, não raras vezes, cruza a linha, para se configurar como intimidação, o que já não é tão legítimo assim... A internet, como espaço de liberdade, não garante por si só a criação de consensos nem o estabelecimento de uma base comum para o debate. Evidencia - se, aqui, um ponto importante. A internet não substitui a imprensa. Pelo contrário, esse fenômeno dos novos guetos põe em destaque o papel da imp rensa no jogo democrático. Ao selecionar o que se publica, ela acaba sendo um importante moderador do debate público. Aquilo que muitos poderiam ver como uma limitação é o que torna possível o diálogo, ao criar um espaço de discussão num contexto de civili dade democrática, no qual o outro lado também é ouvido. A racionalidade não dialogada é estreita, já que todos nós temos muitos condicionantes, que configuram o nosso modo de ver o mundo. Sozinhos, nunca somos totalmente isentos, temos sempre um determinado viés. Numa época de incertezas sobre o futuro da mídia, aí está um dos grandes diferenciais de um jornal em relação ao que simplesmente é publicado na rede. Imprensa e internet não são mundos paralelos: comunicam - se mutuamente, o que é benéfic o a todos. No entanto, seria um empobrecimento democrático para um país se a primeira página de um jornal fosse simplesmente o reflexo da audiência virtual da noite anterior. Nunca foi tão necessária uma ponderação serena e coletiva do que será manchete no outro dia. O perigo da internet não está propriamente nela. O risco é considerarmos que, pelo seu sucesso, todos os outros âmbitos devam seguir a sua mesma lógica, predominantemente quantitativa. O mundo contemporâneo, cada vez mais intensamente marcado pelo virtual, necessita também de outros olhares, de outras cores. A internet, mesmo sendo plural, não tem por que se tornar um monopólio. (CAVALCANTI, N. da Rocha.Jornal) Pelas características da organização do discurso, a resp eito do texto pode - se afirmar que se trata de uma: a) dissertação de caráter expositivo, pois explica, reflete e avalia ideias de modo objetivo, com intenção de informar ou esclarecer. b) narração, por reportar - se a fatos ocorridos em determinado tempo e lugar, envolvendo personagens, numa relação temporal de anterioridade e posterioridade. c) dissertação de caráter argumentativo, pois faz a defesa de uma tese com base em argumentos, numa progressão lógica de ideias, com o objetivo de persuasão. d) descriç ão, por retratar uma realidade do mundo objetivo a partir de caracterizações, pelo uso expressivo de adjetivos. e) expressão injuntiva, por indicar como realizar uma ação, utilizando linguagem simples e objetiva, com verbos no modo imperativo.

25. 25 10) Ano: 2018Banca: CESPEÓrgão: IFFProva: Conhecimentos Gerais - Cargo 24 Texto CG4A1DD Oh, pedaço de mim Oh, metade exilada de mim Leva os teus sinais Que a saudade dói como um barco Que aos poucos descreve um arco E evita atracar no cais (...) Chico Buar que Internet:<https://www letras mus br> No texto CG4A1DDD, que é parte da letra de uma música, os três últimos versos apresentam uma a) comparação. b) antítese. c) ironia d) eufemismo. e) aliteração. 11) Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: Instituto Rio Branco Prova: Diplomata - Prova 1 Julgue (C ou E) o item subsequente, relativo às ideias desenvolvidas no texto III. Em “E comenta, ácido” (l.39), a palavra “ácido” foi empregada, com ironia, para ridicularizar o Desembargador Pontes Visgueiro, criminoso de Alagoas. ( ) CERTO ( ) ERRADO 12) Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: FUNPRESP - EXE Prova: Especia lista - Área Jurídica Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto O que é um cronista?, julgue o item a seguir. No período “O cronista é isso: fica pregando lá em cima de sua coluna no jornal” (L. 12 e 13), o verbo pregar foi empregado em sentido figurado. ( ) CERTO ( ) ERRADO 13) Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: Instituto Rio Branco Prova: Diplomata - Prova 1 Com base nas ideias desenvolvidas no texto anterior, julgue (C ou E) o item seguinte. A sentença “José Ve ríssimo construiu um candeeiro em não sei quantas páginas” (R. 16 e 17) é metáfora que expressa a crítica de Graciliano à descrição pormenorizada utilizada por José Veríssimo, em detrimento da construção de personagens verossímeis e de obras em cujo enredo ações e diálogos fossem adequados às figuras nelas retratadas. ( ) CERTO ( ) ERRADO

19. 19 c) hipérbole d) catacrese e) metáfora 18) Relacione as duas colunas, classificando as figuras de linguagem de acordo com a seguinte indicação, e assinale a alternativa correta: (1) Faltaram braços pa ra se concluir a obra. (2) Não havia em casa um dente de alho sequer. (3) A madrugada vem sorrindo atrás dos montes. (4) O carro era um foguete passando por mim. ( ) metáfora ( ) prosopopeia ( ) catacrese ( ) metonímia a) 3, 2, 1, 4 b) 2, 1, 3, 4 c) 4, 3, 2, 1 d) 2, 4, 1, 3 e) 3, 1, 4, 2 19) Na frase: “O fio da idéia cresceu, engrossou e partiu - se”, ocorre processo de gradação. Não há gradação em: a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou. b) O av ião decolou, ganhou altura e caiu. c) O balão inflou, começou a subir e apagou. d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou - se. e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu. 20) Nos trechos: “...nem um dos autores nacionais ou naciona lizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major.” “...o essencial é achar - se as palavras que o violão pede e deseja.” encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem: a) prosopopéia e hipérbole b) hipérbole e metonímia c) perífra se e hipérbole d) metonímia e eufemismo e) metonímia e prosopopéia 21) Observe as letras destacadas nos versos: “O vento voa a noite toda se atordoa...” Na repetição das consoantes você vê: a) aliteração b) assonância c) eco d) rima e) onomatopeia

11. 11 EXERCÍCIO FIXAÇÃO GÊNEROS TEXTUAIS 1) (ENEM 2010) “ MOSTRE QUE SUA MEMÓRIA É MELHOR DO QUE A DE COMPUTADOR E GUARDE ESTA CONDIÇÃO: 12X SEM JUROS. ” Revista Época. N° 424, 03 jul. 2006 . Ao circularem socialmente, os textos realizam - se como práticas de linguagem, assumindo funções específicas, formais e de conteúdo. Considerando o contexto em que circula o texto publicitário, seu objetivo básico é a) definir regras de comportamento social pautadas no combate ao consumismo exa gerado. b) influenciar o comportamento do leitor, por meio de apelos que visam à adesão ao consumo. c) defender a importância do conhecimento de informática pela população de baixo poder aquisitivo. d) facilitar o uso de equipamentos de informática pelas c lasses sociais economicamente desfavorecidas. e) questionar o fato de o homem ser mais inteligente que a máquina, mesmo a mais moderna. 2 ) Partindo do pressuposto de que um texto estrutura - se a partir de características gerais de um determinado gênero, id entifique os gêneros descritos a seguir: I. Tem como principal característica transmitir a opinião de pessoas de destaque sobre algum assunto de interesse. Algumas revistas têm uma seção dedicada a esse gênero; II. Caracteriza - se por apresentar um trabalho voltado para o estudo da linguagem, fazendo - o de maneira particular, refletindo o momento, a vida dos homens através de figuras que possibilitam a criação de imagens; III. Gênero que apresenta uma narrativa informal ligada à vida cotidiana. Apresenta cert a dose de lirismo e sua principal característica é a brevidade; IV. Linguagem linear e curta, envolve poucas personagens, que geralmente se movimentam em torno de uma única ação, dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações encaminham - se dire tamente para um desfecho; V. Esse gênero é predominantemente utilizado em manuais de eletrodomésticos, jogos eletrônicos, receitas, rótulos de produtos, entre outros. São, respectivamente: a) texto instrucional, crônica, carta, entrevista e carta argumenta tiva. b) carta, bula de remédio, narração, prosa, crônica. c) entrevista, poesia, crônica, conto, texto instrucional. d) entrevista, poesia, conto, crônica, texto instrucional. e) texto instrucional, crônica, entrevista, carta e carta argumentativa. ver re sposta 3 ) (ENEM 2010) Câncer 21/06 a 21/07 O eclipse em seu signo vai desencadear mudanças na sua autoestima e no seu modo de agir. O corpo indicará onde você falha – se anda engolindo sapos, a área gástrica se ressentirá. O que ficou guardado virá à tona, pois este novo ciclo exige uma “desintoxicação”. Seja comedida em suas ações, já que precisará de energia para se recompor. Há preocupação com a família, e a comunicação entre os irmãos trava. Lembre - se: palavra preciosa é palavra dita na hora certa. Isso ajuda também na vida amorosa, que será testada. Melhor conter as expectativas e ter calma, avaliando as próprias carências de modo maduro. Sentirá vontade de olhar além das questões materiais – sua confiança virá da intimidade com os assuntos da alma. Revista Cláudia. Nº 7, ano 48, jul. 2009. O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais, seu contexto de uso, sua função específica, seu objetivo comunicativo e seu formato mais comum relacionam - se com os conhecimentos construíd os socioculturalmente. A análise dos elementos constitutivos desse texto demonstra que sua função é: a) vender um produto anunciado. b) informar sobre astronomia. c) ensinar os cuidados com a saúde. d) expor a opinião de leitores em um jornal. e) aconselha r sobre amor, família, saúde, trabalho. 4 ) Leia o texto a seguir para responder à questão: A outra noite Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um a migo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal. Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou o sinal fechado para voltar - se para mim: - O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima? Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma ou tra – pura, perfeita e linda. - Mas, que coisa... Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa. - Ora, sim senhor... E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um “boa noite” e um “muito obrigado ao senhor” tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei. Rubem Braga Analisando as principais características do texto lido, podemos dizer qu e seu gênero predominante é: a) Conto. b) Poesia. c) Prosa. d) Crônica. e) Diário.

13. 13 10 : Partir o texto em pedaços (parágrafos ou partes) para melhor compreensão. 11 : Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente. 12 : Cuidado com os vocábulos: destoa, não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que apare cem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu. 13 : Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa. 14 : Quando o autor apenas sugerir uma ideia, procurar um fundamen to de lógica objetiva. 15 : Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto. 16 : Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta. 17 : Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem. 18 : O autor defende ideias e você deve percebê - las. 19 : Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto. 20 : Aumente seu vocabulário e sua cultura. Além da leitura de textos, um bom exercício para ampliar seu conhecimento léxico, é fazer palavras cruzadas. 21: faça exercícios de palavras sinônimas e antônimas.

22. 22 As questões 25 e 26 referem - se à estrofe do texto Soldados Verdes de Cassiano Ricardo. Leia - o atentamente para respondê - las. O cafezal é a soldadesca verde que salta morros na distância iluminada um dois, um dois, d e batalhão em batalhão na sua arremetida acelerada contra o sertão 25) O primeiro verso o poema apresenta o emprego da: a) metonímia b) catacrese c) comparação d) metáfora e) onomatopéia 26) “que salta morros na distância iluminada”. A figura de linguagem destacada no verso é: a) prosopopeia b) onomatopéia c) metáfora d) metonímia e) eufemismo 27) Indique a frase em que há um anacoluto. a) Não sei se eles viajarão, aqueles preguiçosos. b) A caçu linha, que tanto amava a seu pai, doeu - lhe muito a separação. c) O Governo brasileiro, diante desta situação, não poderá deixar de se manifestar. d) Vocês, que se dizem corajosos, por acaso se ofereceram para participar do salvamento? 28) Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ - MG Acerca das figuras de linguagem, recurso estilístico usado para propiciar maior expressividade ao texto literário, assinale a alternativa correta: a) Antítese: consiste na aproximação de termos iguais, sendo enfatizada essa relação de sinonímia. b) Hipérbole: trata - se de minimizar uma ideia com a finalidade suavizar o discurso. c) Ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo - se, com isso, efeito crítico ou humorístico. d) P rosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres animados predicativos que são próprios de seres inanimados. 29) Ano: 2017 Banca: UFPA Órgão: UFPA Prova: Psicólogo - O trecho “Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse estresse ou depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.” (linhas 20 a 22) é um exemplo de a) pleonasmo. b) sinestesia. c) ironia. d) hipérbole. e) metonímia. 30) Ano: 2017 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Rio Branco – AC Prova: Nutricionista Em “Pulou para dentro e se meteu entre os casacos, deixando que eles lhe afagassem o rosto.” há uma figura de linguagem, denominada: a) eufemismo. b) hipérbole. c) catacre se. d) prosopopeia. e) metonímia. 31) Ano: 2017 Banca: IF - CE Órgão: IF - CE Prova: Técnico de Tecnologia A figura de linguagem em destaque no trecho “(...) a gema era um veneno para o colesterol” (linha 8) é a a) prosopopeia. b) catacrese. c) metáfora. d) sinestesia. e) antítese. 32) Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: EBSERH Prova: Advogado No terceiro parágrafo, no trecho “Ele, a camisa; eu, o avesso.”, foi empregado um recurso coesivo que confere expressividade ao texto. Trata - se da: a) elipse. b) anáfora. c) catáfora. d) repetição. e) sinonímia. 33) Ano: 2017 Banca: MS CONCURSOS Órgão: Prefeitura de Piraúba – MG Prova: Enfermeiro) Marque a alternativa onde temos a figura de linguagem prosopopeia (ou personificação): a) País do sol nascente. (= Japão). b) Amar é mudar a alma de casa. c) A lua assistia ao amor dos namorados. d) És na minha vida como um luminoso poema que se lê comovidamente. (Manuel Bandeira). 34) Ano: 2017 Banca: MS CONCURSOS Órgão: Prefeitura de Piraúba – MG Prova: Agente Fiscal Figuras de linguagem, também chamadas figuras de estilo, são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve, para comunicar à expressão mais força e colorid o, intensidade e beleza. Sendo assim, assinale a alternativa onde temos uma figura de linguagem chamada metáfora: a) O rei dos animais foi generoso.(= leão). b) As derrotas e as desilusões são amargas. c) Foi o que vi com os meus próprios olhos. d) Ch orou rios de lágrimas.

7. 7 Na construção do poema, predomina o tipo a) dissertativo, sinalizado por pronomes possessivos, como minha e meu. b) descritivo, sinalizado por advérbios como exatamente e Só. c) descritivo, sinalizado por verbos como choveu e repudiaram. d) dissertativo, sinalizado por advérbios, como quando e depois. e) narrativo, sinalizado por advérbios como agora e quando. 5 ) Aplicada em: 2015 Banca: FCC Órgão: TCM - GO Prova: Audito r Controle Externo - Jurídica Prazer sem humilhação O poeta Ferreira Gullar disse há tempos uma frase que gosta de repetir: “A crase não existe para humilhar ninguém". Entenda - se: há normas gramaticais cuja razão de ser é emprestar clareza ao discurso escrito, valendo como ferramentas úteis e não como inst rumentos de tortura ou depreciação de alguém. Acho que o sentido dessa frase pode ampliar - se: “A arte não existe para humilhar ninguém", entendendo - se com isso que os artistas existem para estimular e desenvolver nossa sensibilidade e inteligência do mundo, e não para produzir obras que separem e hierarquizem as pessoas. Para ficarmos no terreno da música: penso que todos devem escolher ouvir o que gostam, não aquilo que alguém determina. Mas há aqui um ponto crucial, que vale a pena discutir: esta mos mesmo em condições de escolher livremente as músicas de que gostamos? Para haver escolha real, é preciso haver opções reais. Cada vez que um carro passa com o som altíssimo de graves repetidos praticamente sem variação, num ritmo mecânico e hi pnótico, é o caso de se perguntar: houve aí uma escolha? Quem alardeia os infernais decibéis de seu som motorizado pela cidade teve a chance de ouvir muitos outros gêneros musicais? Conhece muitos outros ritmos, as canções de outros países, os compositore s de outras épocas, as tendências da música brasileira, os incontáveis estilos musicais já inventados e frequentados? Ou se limita a comprar no mercado o que está vendendo na prateleira dos sucessos, alimentando o círculo vicioso e enganoso do “vende porqu e é bom, é bom porque vende"? Não digo que A é melhor que B, ou que X é superior a todas as letras do alfabeto; digo que é importante buscar conhecer todas as letras para escolher. Nada contra quem escolhe um “batidão" se já ouviu música clássica, desde que tenha tido realmente a oportunidade de ouvir e escolher compositores clássicos que lhe digam algo. Não acho que é preciso escolher, por exemplo, entre os grandes Pixinguinha e Bach, entre Tom Jobim e Beethoven, entre um forró e a música eletrôni ca das baladas, entre a música dançante e a que convida a uma audição mais serena; acho apenas que temos o direito de ouvir tudo isso antes de escolher. A boa música, a boa arte, esteja onde estiver, também não existe para humilhar ninguém. (João Cláudio Figueira, inédito) O autor da crônica se reporta ao emprego da crase, ao sentido da arte em geral e ao da música clássica em particular. A tese que articula esses três casos e justifica o título da crônica é a seguinte: a) É comum que nos sintamos humilhados quando não conseguimos extrair prazer de todos os níveis de cultura que se oferecem ao nosso desfrute. b) Costumamos ter vergonha daquilo que nos causa prazer, pois nossas escolhas culturais são feitas sem qualquer critério ou disciplina. c) A p ossibilidade de escolha entre os vários níveis de expressão da linguagem e das artes não deve constranger, mas estimular nosso prazer. d) Tanto o emprego da crase como a audição de música clássica são reveladores do mau gosto de quem desconsidera o prazer verdadeiro dos outros. e) Somente quem se mostra submisso e humilde diante da linguagem culta e da música clássica está em condições de sentir um verdadeiro prazer. 6 ) Ano: 2014 Banca: FUNCAB Órgão: INCA Provas: FUNCAB - 2014 - INCA - Analista - Engenhari a de Infraestrutura - Engenharia Civil Natal na Ilha do Nanja Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas. Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor. Na Ilha do Nanja, as pessoas acreditam nessas palavras que antigamente se denominavam “substantivos próprios” e se esc reviam com letras maiúsculas. Lá, elas continuam a ser denominadas e escritas assim. Na Ilha do Nanja, pelo Natal, todos vestem uma roupinha nova – mas uma roupinha barata, pois é gente pobre – apenas pelo decoro de participar de uma festa que eles acham s er a maior da humanidade. Além da roupinha nova, melhoram um pouco a janta, porque nós, humanos, quase sempre associamos à alegria da alma um certo bem - estar físico, geralmente representado por um pouco de doce e um pouco de vinho. Tudo, porém, moderadamen te, pois essa gente da Ilha do Nanja é muito sóbria. Durante o Natal, na Ilha do Nanja, ninguém ofende o seu vizinho – antes, todos se saúdam com grande cortesia, e uns dizem e outros respondem no mesmo tom celestial: “Boas - Festas! Boas - Festas!” E ninguém pede contribuições especiais, nem abonos nem presentes – mesmo porque se isso acontecesse, Jesus não nasceria. Como podia Jesus nascer num clima de tal sofreguidão? Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa, uns mais, outros menos, porque tod os se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar. Pode - se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe – trata - se de uma ilha, com praias e pescadores! – uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel... É como se a Ilh a toda fosse um presepe. Há mesmo quem dê um

17. 17 INTERPRETAÇÃO TEXTO TEXTO 4 12) Com relação a aspectos linguísticos e aos sentidos do texto acima, julgue os itens a seguir. No trecho “à medida que as fabricantes, a partir dos anos 90 do século passado, tornavam - se principalmente montadoras de itens importados” (l.19 - 21), a express ão “à medida que” introduz uma oração que exprime ideia de conformidade. ( ) certo ( ) errado 13) Com relação a aspectos linguísticos e aos entidos do texto acima, julgue os itens a seguir. Conclui - se do texto que o faturamento e o nível d e emprego das empresas brasileiras não refletem a desindustrialização sistemática que ocorre no país desde 2009. ( ) certo ( ) errado Texto 5 Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. (Machado de Assis, in Memórias Póstumas de Brás Cubas) 1) Pode - se afirmar, com base nas idéias do autor - personagem, que se trata: a) de um texto jornalístico b) de um texto religioso c) de um texto científico d) de um texto autobiográfico e) de um texto teatral 2) Para o autor - personagem, é menos comum: a) começar um livro por seu nascimento. b) não começar um livro por seu nascimento, nem por sua morte. c) começar um livro por sua morte. d) não começar um livro por sua morte. e) começar um livro ao mesmo tempo pelo nascimento e pela morte. 3) Deduz - se do texto que o autor - personagem: a) está morrendo. b) já morreu. c) não quer morrer. d) não vai morrer. e) renasceu. 4) A semelhança entre o autor e Moisés é que ambos: a) escreveram livros. b) se preocupam com a vida e a morte. c) não foram compreendidos. d) valorizam a morte. e) falam sobre suas mortes. 5) A diferença capital entre o autor e Moisé s é que: a) o autor fala da morte; Moisés, da vida. b) o livro do autor é de memórias; o de Moisés, religioso. c) o autor começa pelo nascimento; Moisés, pela morte. d) Moisés começa pelo nascimento; o autor, pela morte. e) o livro do autor é mais novo e galante do que o de Moisés. 6) Deduz - se pelo texto que o Pentateuco: a) não fala da morte de Moisés. b) foi lido pelo autor do texto. c) foi escrito por Moisés. d) só fala da vida de Moisés. e) serviu de modelo ao autor do texto. 7) Autor def unto está para campa, assim como defunto autor para: a) intróito b) princípio c) cabo d) berço e) fim 8) Dizendo - se um defunto autor, o autor destaca seu (sua): a) conformismo diante da morte ; b) tristeza por se sentir morto c) resistência diante dos obstáculos trazidos pela nova situação d) otimismo quanto ao futuro literário e) atividade apesar de estar morto

26. 26 GABARITOS TIPOLOGIA E GÊNERO TEXTUAL GABARITO PRELIMINAR TIPOLOGIA TEXTUAL 1C / 2E / 3B / 4C / 5E / 6B / 7E / 8A / 9B / 10C / 11D / 12A GAB ARITO FIXAÇÃO TIPOLOGIA TEXTUAL 1 - B / 2 - E / 3 - E / 4 - E / 5 - C / 6 — E GABARITO DESAFIO TIPOLOGIA TEXTUAL 1 - C / 2 - C / 3 - C GABARITO FIXAÇÃO GÊNERO TEXTUAL 1B / 2C / 3E / 4D INTERPRETAÇÃO GABARITO TEXTO O “IMPEACHMENT” 1A / 2D / 3A / 4C / 5D / 6B GABARITO TEXTOS CESPE 1C, 2E, 3E, 4C TEXTO 4 12E, 13C TEXTO 5 1 - D / 2 - C / 3 - B / 4 - E / 5 - D / 6 - C / 7 - D / 8 - E FIGURAS DE LINGUAGEM GABARITO FIXAÇÃO FIGURAS DE LINGUAGEM 1 - D / 2 - A / 3 - E / 4 - E / 5 - D / 6 - B / 7 - E / 8 - C / 9 - B / 10 - A 11 - D / 12 - D / 13 - A / 14 - B / 15 - D / 16 - A / 17 - D / 18 - C / 19 - E / 20 - E / 21 - A GABARITO PADRÃO FIGURAS DE LINGUAGEM 01. E / 02. A / 03. E / 04. E / 05. C / 06. C / 07. B / 08. B 09.E / 10.C / 11.E / 12.E / 13.A / 14.D / 15.B / 16.D /17.C 18.A / 19.D / 20.C / 21.B / 22 - A / 23 - C / 24 - B / 25 - D/ 26.A 27 - B / 28 - C / 29 - C / 30 - D / 31 - C / 32 - A / 33.C / 34.B / 35.C GABARITO DESAFIO FIGURAS DE LING. 1 - B / 2 - C / 3 - B / 4 - A / 5 - A / 6 - B / 7 - B / 8 - D / 9 - B / 10 - A / 11 - E / 12 - C / 13 - C

15. 15 O “IMPEACHMENT” E A AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE PRESIDENCIAL Tendo aludido ao lugar da obra de Rui Barbosa onde se lê “mais vale, no governo, a instabilidade que a irresponsabilidade” – essa nota dominante do presidencialismo – um dos nossos bons constitucionalistas retratou com suma clareza e singeleza a inoperân cia do impeachment,instituto de origem anglo - saxônica, acolhido pelas Constituições presidencialistas, ao afirmar que “sendo um processo de ‘formas’ criminais (ainda que não seja um procedimento penal ‘estrito’), repressivo, a posteriori, seu manejo é dif ícil, lento, corruptor e condicionado à prática de atos previamente capitulados como crimes”. Sobre o impeachment, esse “canhão de cem toneladas” (Lord Bryce), que dorme “no museu das antigüidades constitucionais” (Boutmy) é ainda decisivo o juízo de Rui Barbosa, quando assevera que “a responsabilidade criada sob a forma do impeachment se faz absolutamente fictícia, irrealizável, mentirosa”, resultando daí no presidencialismo um poder “irresponsável e, por consequência, ilimitado, imoral, absoluto”. Ess a afirmativa se completa noutra passagem em que Rui Barbosa, depois de lembrar o impeachmet nas instituições americanas como “uma ameaça desprezada e praticamente inverificável”, escreve: “Na irresponsabilidade vai dar, naturalmente, o presidencialismo. O presidencialismo, se não em teoria, com certeza praticamente, vem a ser, de ordinário, um sistema de governo irresponsável”. Onde o presidencialismo se mostra pois irremediavelmente vulnerável e comprometido é na parte relativa à responsabilidade presid encial. O presidencialismo conhece tão - somente a responsabilidade de ordem jurídica, que apenas permite a remoção do governante, incurso nos delitos previstos pela Constituição. Defronta - se o sistema porém com um processo lento e complicado (o impeachment , conforme vimos), que fora da doutrina quase nenhuma aplicação teve. Muito distinto aliás da responsabilidade política a que é chamado o Executivo na forma parlamentar, responsabilidade mediante a qual se deita facilmente por terra todo o ministério de caído da confiança do Parlamento. (BONAVIDES, Paulo. Ciência política, p. 384) 1) Dentre as mazelas do presidencialismo que integram a crítica de Rui Barbosa, a que o texto mais destaca é: a) a irresponsabilidade b) a instabilidade c) o absolutismo d) a imoralidade 2) Dentre as citações do texto, a que mais se distancia dos recentes acontecimentos políticos ocorridos no Brasil é: a) “(...) um dos nossos bons constitucionalistas retratou com suma clareza e singeleza a inoperância do impeachment.” b) “sobre o impeachment, esse “canhão de cem toneladas” (Lord Bryce), que dorme “no museu das antigüidades constitucionais” (Boutmy) é ainda decisivo o juízo de Rui Barbosa (...)” c) “defronta - se o sistema porém com um processo lento e complicado (...) que fora da dou trina quase nenhuma aplicação teve.” d) “(...) responsabilidade mediante a qual se deita facilmente por terra todo o ministério decaído da confiança do Parlamento. 3) Das referências ao impeachment feitas abaixo, a única que não se encontra no texto é: a) trata - se de um instituto criado por constitucionalistas brasileiros. b) pode ser incluído entre as falhas do sistema presidencialista. c) carece, enquanto processo, de presteza e simplificação. d) constitui um instrumento constitucional ultrapassado. 4) A referência explícita ao parlamentarismo, no texto, ocorre: a) somente no primeiro parágrafo b) nos dois primeiros parágrafos c) somente no último parágrafo d) nos dois últimos parágrafos 5) ”( ...) atos previamente capitulados como crime”; o adjetivo sublinhado corresponde a: a) acatados b) condenados c) lastreados d) enumerados 6) O primeiro parágrafo do texto revela que a alusão à máxima “mais vale, no governo, a instabilidade que a irresponsa bilidade” se deve a: a) uma crítica de Rui Barbosa b) um estudioso das Constituições c) autores de origem anglo - saxônica d) alguns críticos do presidencialismo Gabarito do exercício de interpretação com texto “O Impeachment...”

24. 24 DESAFIO FIGURAS DE LINGUAGEM 1) Ano: 2017Banca: IBADE Órgão: IPERON – RO Prova: Técnico em Tecnologia da Informação No trecho: “O WALL STREET JOURNAL RELATOU que a rede social de Mark Zuckerberg está trabalhando...”, identifica - se uma figura de linguagem conhecida como: a) hipérbole. b) metonímia. c) pleonasmo. d) catacrese. e) anáfora. 2 ) Português Disciplina - Assunto Figuras de Linguagem, Interpretação de Textos Ano: 2016 Órgão: IF - PA Prova: Assistente em Administração “Quero um poema ainda não pensado, / que inquiete as marés de silêncio da palavra ainda não escrita nem pronunciada, / que vergue o ferruginoso canto do oceano / e reviva a ruína que são as poças d’água. / Quero um poema para vingar minha insônia.” (Olga S avary, “Insônia”) Nesses versos finais do poema, encontramos as seguintes figuras de linguagem: a) silepse e zeugma b) eufemismo e ironia. c) prosopopeia e metáfora. d) aliteração e polissíndeto. e) anástrofe e aposiopese. 3) Ano: 2017 Banca: IBADE Órgão: SEE – PB Prova: Professor de Educação Básica 3 - Língua Portuguesa Em “Se eu contar para eles que tinha seletor, que fazia barulho clac, clac, clac.” há um recurso expressivo denominado: a) metonímia. b) onomatopeia. c) hipérbato. d) sinédoque. e) apóstrofe. 4 ) Português Disciplina - Assunto Figuras de Linguagem, Interpretação de Textos Ano: 2016Banca: FUNRIO Órgão: IF - PA Prova: Revisor de Texto Textos publicitários são um excelente campo de observação da língua em uso. Nos exemplos abaixo transcritos, observa - se o recurso da contraposição de palavras e ideias para a obtenção de um efeito expressivo e mercadológico. Assinale a única alternativa em que não há esse jogo de antíteses/antonímias. a) BIS: Quem pede um, pede bis. b) SPRITE: Sede não é nada, imagem é tudo. c) CARACU: Para quem tem um fraco por cerveja forte. d) HAVAIANAS: Cartão - postal, o único presente que é melhor mandar do que receber. e) VALISÈRE: Quando uma menina vira mulher, os homens viram meninos. 5 ) Português Disciplina - Assunto Figuras de Linguagem, Interpretação de Textos Ano: 2014 Órgã o: INSS Prova: Analista Assinale a única alternativa que contém um exemplo (reti rado de letras da MPB) de antítese. a) Você é minha droga, paixão e carnaval. / Meu zen, meu bem, meu mal. (Caetano Veloso) b) Oh, Deus, perdoe este pobre coitado, / Que de joelhos chorou um bocado (Gordurinha e Nelinho) c) Por você eu largo tudo / Vou me ndigar, roubar, matar (Cazuza) d) Eu sou a mosca que perturba o seu sono / Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar (Raul Seixas e Paulo Coelho) e) Eu não posso mais ficar aqui a esperar / Que um dia de repente você volte para mim (Roberto e Erasmo Carlos) 6) Ano: 2017 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Rio Branco – AC Prova: Professor da Educação A frase “É a experiência da vida em sociedade que as torna negras ou brancas.”, como efeito expressivo, mostra: a) uma metonímia. b) urna antítese. c) linguagem hiperbólica. d) presença de paradoxo. e) ênfase em um pleonasmo. 7 ) Português Disciplina - Assunto Figuras de Linguagem, Interpre tação de Textos Ano: 2010 SEBRAE - PA Prova: Assistente Administrativo No fragmento “Cada promessa, uma ameaça; cada perda, um encontro”, ocorre uma a) metonímia. b) elipse. c) catacrese. d) personificação. e) reiteração. 8) Ano: 2017 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Rio Branco – AC Prova: Professor de Ensino Fundamental Em “Pulou para dentro e se meteu entre os casacos, deixando que eles lhe afagassem o rosto.” há uma figura de linguagem, denominada: a) eufemismo. b) hipérbole. c) catacrese. d) prosopopeia. e) metonímia. 9) Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ - RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Esta dual - Bloco I No trecho “aplaudir Pixis como se fosse Beethoven” (ℓ. 29 e 30), do texto 1A11 - I, observa - se a figura de linguagem a) catacrese. b) metonímia. c) eufemismo. d) pleonasmo. e) personificação.

12. 12 DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO A significação das palavras não é fixa, nem estática. por meio da imaginação criadora do homem, as palavras podem ter seu significado ampliado, deixando de representar apenas a ideia original (básica e objetiva). assim, frequentemente remetem - nos a novos conceitos por meio de associações, dependendo de sua coloc ação numa determinada frase. observe os seguintes exemplos: A MENINA ESTÁ COM A CARA TODA PINTADA. AQUELE CARA PARECE SUSPEITO. No primeiro exemplo, a palavra cara significa "rosto", a parte que antecede a cabeça, conforme consta nos dicionários. já no segundo exemplo, a mesma palavra cara teve seu significado ampliado e, por uma série de associações, entendemos que nesse caso significa "pessoa", "sujeito", "indivíduo". algumas vezes, uma mesma frase pode apresentar duas (ou mais) possibilidades de i nterpretação. veja: MARCOS QUEBROU A CARA . Em seu sentido literal, impessoal, frio, entendemos que marcos, por algum acidente, fraturou o rosto. entretanto, podemos entender a mesma frase num sentido figurado, como "marcos não se deu bem", tentou realiz ar alguma coisa e não conseguiu. Pelos exemplos acima, percebe - se que uma mesma palavra pode apresentar mais de um significado, ocorrendo, basicamente, duas possibilidades: a) N o primeiro exemplo, a palavra apresenta seu sentido original, impessoal, sem c onsiderar o contexto, tal como aparece no dicionário. nesse caso, prevalece o sentido DENOTATIVO - ou DENOTAÇÃO - do signo linguístico. b) No segundo exemplo, a palavra aparece com outro significado, passível de interpretações diferentes, dependendo do co ntexto em que for empregada. Nesse caso, prevalece o sentido CONOTATIVO - ou CONOTAÇÃO do signo linguístico. OBS.: A LINGUAGEM POÉTICA FAZ BASTANTE USO DO SENTIDO CONOTATIVO DAS PALAVRAS, NUM TRABALHO CONTÍNUO DE CRIAR OU MODIFICAR O SIGNIFICADO. NA LINGU AGEM COTIDIANA TAMBÉM É COMUM A EXPLORAÇÃO DO SENTIDO CONOTATIVO, COMO CONSEQUÊNCIA DA NOSSA FORTE CARGA DE AFETIVIDADE E EXPRESSIVIDADE. DICAS PARA UMA BOA INTERPRETAÇÃO A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade, é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de qualquer texto, seja literário, informat ivo, persuasivo, narrativo, possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso, para uma boa leitura, exercitar - se na arte de pensar, de captar ideias, de investigar as palavras... Para isso, devemos entender, primeiro, algumas definições A di ficuldade na compreensão e interpretação de textos deve - se a falta do habito da leitura . Desenvolva o habito da leitura. Estabeleça uma meta de ler, pelo menos, um livro por mês. Leia o que você mais gosta. Veja as dicas: 1 : Não se assuste com o tamanho do texto. 2 : Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto principal. Crie o hábito da leitura e o gosto por ela. Quando passamos a gostar de algo, compreendemos melhor seu funcionamento. Nesse caso, as palavr as tornam - se familiares a nós mesmos. Não se deixe levar pela falsa impressão de que ler não faz diferença. 3 : Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente. 4 : Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, l er o texto pelo menos duas vezes pois a primeira impressão pode ser falsa. É preciso paciência para ler outras vezes. Antes de responder as questões, retorne ao texto para sanar as dúvidas. A primeira leitura deve ser do tipo informativa, isto é, você deve rá buscar as palavras mais importantes de cada parágrafo que constituem as palavras - chave do texto em torno das quais as outras se organizam para dar significação e produzirem sentido. Já na segunda leitura, do tipo interpretativa, você deverá compreender, analisar e sintetizar as informações do texto. 5 : Ler o texto com perspicácia (observando os detalhes), sutileza, malícia nas entrelinhas. Atenção ao que se pede. Às vezes, a interpretação está voltada a uma linha do texto e por isso você deve voltar ao parágrafo para localizar o que se afirma. Outras vezes, a questão está voltada à ideia geral do texto. 6 : Realize uma nova leitura, desta vez sublinhando as palavras desconhecidas do texto. 7 : Seja curioso, utilize um dicionário e encontre o significado das palavras que você sublinhou no texto. 8 : Voltar ao texto quantas vezes precisar. 9 : Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor.

21. 21 1 3. (U. Taubaté) No sintagma: “Uma palavra branca e fria”, encontramos a figura denominada: A) sinestesia B) eufemismo C) onomatopeia D) antonomásia E) catacrese 1 4. (FAU - Santos) Nos versos: “Bomba atômica que aterra Pomba atônita da paz Pomba tonta, bomba atômica...” A repetição de determinados elemento fônicos é um recurso estilístico denominado: A) hiperbibasmo B) sinédoque C) metonímia D) aliteração E) metáfora 1 5. (Maringá) Leia os versos e depois assinale a alternativa correta: “Amo do nauta o doloroso grito Em frágil prancha sobre o mar de horrores, Porque meu seio se tornou pedra, Porque minh’alma descorou de dores.” (Fagundes Varela) No primeiro verso, há uma figura que se traduz por: A) pleonasmo B) hipérbato C) gradação D) anacoluto E) anáfora 1 6. (Cesesp – PE) Leia atentamente os períodos: 1.Vários de nós ficamos surpresos. 2.Essa gente está furiosa e com medo; por consequência, capazes de tudo. 3.Tua mãe, não há idade nem desgraça que lhe transforme o sorriso. 4, alguém estava envergonhada. Os períodos aça contêm, respectiva e sucessivamente, as seguintes figuras de sintaxe: A) Silepse de pessoa, silepse de gênero, anacoluto, silepse de número. B) Anacoluto, anacoluto, anacoluto, silepse de número. C) Silepse de n úmero, silepse de pessoa, anacoluto, anacoluto. D) Silepse de pessoa, silepse de número, anacoluto, silepse de gênero. 1 7. (Inatel) Reconheça e classifique as figuras de palavras, de construção e de pensamento: ( ) “Quando uma lousa cai sobre um cadáver m udo”. ( ) “Terrível hemorragia de sangue”. ( ) “Das idades através”. ( ) “Oxalá tenham razão”. ( ) “Trejeita, e canta, e ri nervosamente”. (1) Polissíndeto (2) Hipérbato (3) Epíteto (4) Pleonasmo (5) Elipse A sequência que corresponde à resposta correta é: A) 4,3,5,2,1 B) 3,4,2,1,5 C) 3,4,2,5,1 D) 3,4,5,2,1 E) 1,3,2,5,4 1 8. (Cescea) Identifique os recursos estilísticos empregados no texto: “Nem tudo tinham os antigos, n em tudo temos, os modernos”. (Machado de Assis) A) anáfora – antítese – silepse B) metáfora – antítese – elipse C) anástrofe – antítese – zeugma D) pleonasmo – antítese – silepse E) anástrofe – comparação – parábola 1 9. (Mack) Nos versos abaixo, uma figur a se ergue graças co conflito de duas visões antagônicas: “Saio do HOTEL COM quatro olhos, - Dois do presente, - Dois do passado.” Esta figura de linguagem recebe o nome de: A) metonímia B) catacrese C) hipérbole D) antítese E) hipérbato 2 0. (FUVEST) Identifique a figura de linguagem empregada nos versos destacados: “No tempo de meu Pai, sob estes galhos, Como uma vela fúnebre de cera, Chorei bilhões de vezes com a canseira De inexorabilíssimos trabalhos!” A) antítese B) anacoluto C) hipérbole D) litotes E) paragoge 2 1. (FUVEST) A figura de linguagem empregada nos versos em destaque é: “Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável) Talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível!” A) clímax B) eufemismo C) sínquise D) catacrese E) pleonasmo 22) Nos trechos: “O pavão é um arco - íris de pumas” “...de tudo que ele suscita e esplende e est remece e delira...” como procedimento estilístico, temos, respectivamente: a) metáfora e polissíndeto. b) comparação e repetição. c) metonímia e aliteração. d) hipérbole e anacoluto. e) anáfora e metáfora. 23) Em “Muitos adormeceram para sempre”, há: a) perífrase. b) metonímia. c) eufemismo. d) apóstrofe. 24) Identifique a alternativa que contém a figura de linguagem predominante em: “Partimos todos os alunos”. a) pleonasmo. b) silepse. c) metáfora. d) metonímia. e) perífrase.

5. 5 11) Sobre os tipos textuais, é correto afirmar, exceto: a) Os tipos textuais são caracterizados por propriedades linguísticas, como vocabulário, relações lógicas, tempos verbais, construções frasais, etc. b) Os tipos textuais são: narração, argumentação, descrição, injunção e exposição. c) Geralmente variam entre cinco e nove tipos. d) Possuem um conjunto ilimitado de características, que são determinadas de acordo com o estilo do autor, conteúdo, composição e função. e) Os tipos de textos apresentam características intrínsecas e invariáveis, ou seja, não sofrem a influência do contexto de nossas atividades comunicativas. De maneira predeterminada, apresentam vocabulário, relações lógicas, tempos verbais e construções frasais que acolhem os diversos gêneros. 12 - Anali se os fragmentos a seguir e assinale a alternativa que indique as tipologias textuais às quais eles pertencem: Texto I “Dario vinha apressado, guarda - chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando - se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou - se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. Dois ou três passantes rodearam - no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque (...)”. (Dalton Trevisan – Uma vela para Dario) . Texto 2 “Era um homem a lto, robusto, muito forte, que caminhava lentamente, como se precisasse fazer esforço para movimentar seu corpo gigantesco. Tinha, em contrapartida, uma cara de menino, que a expressão alegre acentuava ainda mais.” Texto 3 Novas tecnologias Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas às atividades de telecomunicações. Expressões frequentes como “o futuro já chegou”, “maravilhas tecnológicas” e “conexão total com o mundo” “fetichizam” novos produtos, transformando - os em objetos do desejo, de consumo obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e mochilas o “futuro” tão festejado. Todavia, não podemos reduzir - nos a meras vítimas de um aparelho midiático perverso, ou de um a parelho capitalista controlador. Há perversão, certamente, e controle, sem sombra de dúvida. Entretanto, desenvolvemos uma relação simbiótica de dependência mútua com os veículos de comunicação, que se estreita a cada imagem compartilhada e a cada dossiê p essoal transformado em objeto público de entretenimento. Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos aprisionar, por espontânea vontade, a esta relação sadomasoquista com as estruturas midiáticas, na qual tanto controlamo s quanto somos controlados. SAMPAIO, A. S. A microfísica do espetáculo. Disponível em: http://observatoriodaimprensaar. 2013 (adaptado). Texto 4 Modo de preparo: 1. Bata no liquidificador primeiro a cenoura com os ovos e o óleo, acrescente o açúcar e bata por 5 minutos; 2. Depois, numa tigela ou na batedeira, coloque o restante dos ingredientes, misturando tudo, menos o fermento; 3. Esse é misturado lentamente com uma colher; 4. Asse em forno preaquecido (180° C) por 40 minutos. a) narração – descrição – dissertação – prescrição. b) descrição – narração – dissertação – prescrição. c) dissertação – prescrição – descrição – narração. d) prescrição – descrição – dissertação – narração.

18. 18 EXERCÍCIOS FIXAÇÃO FIGURAS DE LINGUAGEM 1) Indique qual resposta não possui coerência. a) Em “Tinha cinco bocas para alimentar”, indica - se a parte pelo todo. b) Em “Dê - me dois maços”, pede - se o continente (maço) pelo conteúdo (cigarro). c) Em “Comprei um Portinari”, há uma troca do autor pela obra. d) Em “O homem ficou sem teto”, indica - se a causa pela conseqüência. e) Em “Tomavam um Porto”, tem - se o lugar pelo produto. 2) Na frase abaixo, identifica - se qual figura? “Em matemática, Maria é uma cobra.” a) metáfora b) metonímia c) catacrese d) antonomásia e) onomatopéia 3) No trecho: “Dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo”, a figura de linguagem presente é chamada: a) metáfora b) hipérbole c) hipérbato d) ánafora e) antítese 4) Na frase: “O pessoal estão exageran do, me disse ontem um camelô”, encontramos a figura de linguagem chamada: a) silepse de pessoa b) elipse c) anacoluto d) hipérbole e) silepse de número 5) Que figura de linguagem encontramos em “Choram as ondas”? a) cata crese b) metonímia c) hipérbole d) prosopopeia e) metáfora 6) Na oração “Ele trazia na cabeleira a neve dos anos” temos qual figura de linguagem? a) catacrese b) metonímia c) zeugma d) hipérbole e) metáfora 7) No verso “A poesia – é uma luz... e alma – uma ave...” ocorrem: a) prosopopéia e hipérbato; b) metonímia e antítese; c) hipérbole e eufemismo; d) pleonasmo e silepse; e) metáfora e zeugma. 8) Em qual das opções há erro na identificação das figura s? a) “Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono.”(eufemismo) b) “A neblina, roçando o chão, cicia,em prece.” (prosopopéia) c) Já não são tão freqüentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de número) d) “E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua...” (aliteração) e) “Oh sonora audição colorida do aroma.” (sinestesia) 9) Na frase “Ao pobre não lhe devo nada”, encontramos um caso de: a) anacoluto b) pleonasmo c) elipse d) zeugma e) solecism o 10) Na frase, “Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.”, temos aqui a seguinte figura de linguagem, típica do Barroco: a) antítese b) pleonasmo c) elipse d) hipérbole 11) “Vozes veladas,veludosas vozes, Volúpias dos violõ es, vozes veladas, Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.” No texto de Cruz e Sousa temos exemplo de: a) paralelismo b) versos brancos c) eufemismo d) aliteração e) hipérbole 12) Indique a al ternativa em que o exemplo dado não corresponde à figura de linguagem pedida: a) Metonímia: Ele gosta de ler Jorge Amado b) Assíndeto: Vim, vi, venci. c) Metáfora: “Meu verso é sangue” (Manuel Bandeira) d) Antonomásia: Estou morrendo de sede! e) Onomatopéia: “...não se ouvia mais o plic - plic - plic - plic da agulha no pano”. (Machado de Assis) 13) Em todos os itens, as figuras foram classificadas adequadamente, menos em: a) “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor” (Vinícius de Mor ais) – eufemismo. b) Ele é um bom garfo – metonímia. c) Ele não tem um níquel – sinédoque. d) Sobre a mesa, garrafas vazias – elipse. e) Gosto de ler Camões – metonímia. 14) “E eu morro, Ó Deus! Na aurora da existência.” (Castro Alves) Indique a alternati va que apresenta a correta classificação de duas figuras que aparecem no verso. a) hipérbole – anáfora; b) apóstrofe – antítese; c) eufemismo – catacrese; d) gradação – antonomásia; e) perífrase – pleonasmo. 15) Em “Meu coração não aprendeu nada”, a figur a de linguagem é: a) gradação b) hipérbole c) catacrese d) prosopopeia e) eufemismo 16) “Mas seu Juveniano foi um vitorioso porque, de um jeito ou de outro, pôs um diploma na mão de cada filho.” A oração destacada assinala o emprego de: a) metonímia b) metáfora c) silepse d) hipérbole e) pleonasmo 17) Quando você diz que enterrou os pés na areia; que embarcou num ônibus; que chumbou o taco na parede, você recorre a uma figura de linguagem denominada: a) metonímia b) antítese

2. 2 TIPOLOGIA TEXTUAL NARRAÇÃO Desenvolvimento de ações. Tempo em andamento. Narrar é contar uma história. A Narração é uma sequência de ações que se desenrolam na linha do tempo, umas após outras. Toda ação pressupõe a existência de um personagem ou actante que a pratica em determinado momento e em determinado lugar, por isso temos quatro dos seis componentes fundamentais de um emissor ou narrador se serve para criar um ato narrativo: personagem, ação, espaço, e tempo em desenvolvimento. Outros dois elementos da narrativa são: narrador e enredo ou trama . DESCRIÇÃO Retrato através de palavras. Tempo estático. Descrever é pintar um quadro, r etratar um objeto, um personagem, um ambiente. O ato descritivo difere do narrativo , fundamentalmente, por não se preocupar com a sequência das ações, com a sucessão dos momentos, com o desenrolar do tempo. A descrição encara um ou vários objetivos, um ou vários personagens, uma ou várias ações, em um determinado momento, em um mesmo instante e em um fração da linha cronológica. É a foto de um instante.  A descrição estática não envolve ação.  A descrição dinâmica apresenta um conjunto de ações concomitantes, isto é, um conjunto de ações que acontecem todas ao mesmo tempo, como uma fotografia. DISSERTAÇÃO Desenvolvimento de ideias. Temporais/Atemporais. Dissertar diz respeito ao desenvolvimento de ideias, de juízo s, de pensamentos, de raciocínio sobre um assunto ou tema. Quase sempre os textos quer literários, quer científicos, não se limitam a ser puramente descritivos, narrativos ou dissertativos. Normalmente um texto é um complexo, uma composição, uma redação, o nde se misturam os aspectos das três tipologias textuais e, para classificá - los como narração, dissertação ou descrição, procure observar qual o componente predominante. TEXTO INJUNTIVO É todo o texto com a finalidade de instruir o leitor com grande uso d e verbos no imperativo. Quando é um texto que busca aconselhar e sugerir, mas sem ordenar, ele recebe o nome injuntivo - instrucional. Ex: - manual de instruções; - texto de autoajuda; - receitas, etc. Já quando o texto impõe ordens e dá orientações recebe o no me de injuntivo - prescretivo. - cláusulas de contratos; - receita de médico; - artigos da Constituição, etc.

10. 10 GÊNEROS TEXTUAIS Os gêneros textuais são classificados conforme as características comuns que os textos apresentam em relação à linguagem e ao conteúdo. Existem muitos gêneros textuais, os quais promovem uma interação entre os interlocutores (emissor e receptor) de determinado discurso. São exemplos resenha crítica jorna lística, publicidade, receita de bolo, menu do restaurante, bilhete ou lista de supermercado. É importante considerar seu contexto, função e finalidade, pois o gênero textual pode conter mais de um tipo textual. Isso, por exemplo, quer dizer que uma recei ta de bolo apresenta a lista de ingredientes necessários (texto descritivo) e o modo de preparo (texto injuntivo). Tipos de Gêneros Textuais Cada texto possuiu uma linguagem e estrutura. Note que existem inúmeros gêneros textuais dentro das categorias ti pológicas de texto. Em outras palavras, gêneros textuais são estruturas textuais peculiares que surgem dos tipos de textos: narrativo, descritivo, dissertativo - argumentativo, expositivo e injuntivo. Texto Narrativo Os textos narrativos apresentam ações de personagens no tempo e no espaço. Sua estrutura é dividida em: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho. Alguns exemplos de gêneros textuais narrativos:  Romance  Novela  Crônica  Contos de Fada  Fábula  Lendas Texto Descritivo Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor determinada pessoa, objeto, lugar, acontecimento. Dessa forma, são textos repletos de adjetivos, os quais descrevem ou apresentam imagens a partir das percepções sensoriais do locutor (emissor). São exemplos de gêneros textuais descritivos:  Diário  Relatos (viagens, históricos, etc.)  Biografia e autobiografia  Notícia  Currículo  Lista de compras  Cardápio  Anúncios de classificados Texto Dissertativo - Argumentativo Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor um tema ou assunto por meio de argumentações. São marcados pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tentam persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três partes: tese (apresentação), antítese (desenvolvimento), nova tese (co nclusão). Exemplos de gêneros textuais dissertativos:  Editorial Jornalístico  Carta de opinião  Resenha  Artigo  Ensaio  Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado Veja também: Texto Dissertativo. Texto Expositivo Os textos expositivos possuem a função de expor determinada ideia, por meio de recursos como: definição, conceituação, informação, descrição e comparação. Alguns exemplos de gêneros textuais expositivos:  Seminários  Palestras  Conferências  Entrevistas  Trabalhos acadêmicos  Enciclopédia Texto Injuntivo O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é aquele que indica uma ordem, de modo que o locutor (emissor) objetiva orientar e persuadir o interlocutor (receptor). Por isso, apresentam, na maioria dos casos, verbos no imperativ o. Alguns exemplos de gêneros textuais injuntivos:  Propaganda  Receita culinária  Bula de remédio  Manual de instruções  Regulamento  Textos prescritivos  Conheça mais gêneros textuais:  Blog  Reportagem  Charge  Carta  E - mail  Declaração  Memorando  Bilhete  Relatório  Requerimento  ATA  Atestado

3. 3 EXERCÍCIO PRELIMINAR TIPOLOGIA TEXTUAL 1) Qual a tipologia textual do trecho apresentado abaixo? Dona Julieta chamou os filhos mais novos para uma conversa séria. Era uma manhã de domingo, o dia estava claro e ensolarado. Pediu a eles que compreendessem a situação do pai, que não tinha no momento condição de colocá - los em uma esco la melhor. a) dissertação subjetiva b) descrição c) narração com alguns traços descritivos d) dissertação objetiva com alguns traços descritivos e) narração com alguns traços dissertativos 2) Assinale o trecho com características dissertativas. a) Era um homem alto, escuro, vestindo paletó cinza. b) Encontrei os dois amigos numa pracinha perto daqui. c) Os ajudantes levaram a mesa para o palco. d) Nossa rua sempre foi escura, com muitas árvores nas duas calçadas. e) É importante manter o equilíbrio, pois só assim conseguimos resolver os problemas. 3) Marque o texto com características narrativas. a) O ideal é que todos colaborem. Caso contrário, o Brasil continuará sem rumo. b) Rodrigo e Juliana estavam na sala, quando ocorreu a explosão. c) Ela tem olhos azuis e cabelos louros. Não parece brasileira. d) Minha casa tem dois andares. Os quartos ficam na parte de cima. e) A inteligência humana deve ser usada para o bem. 4) Assinale a frase que não possui coesão textual. a) Ainda que gritassem, ninguém atenderia. b) Parou cedo de estudar; está, pois, com dificuldades no mercado de trabalho. c) Não obstante ter domínio do inglês e do alemão, foi contratado imediatamente. d) Mal cheguei, fui apresentado ao pesquisador. e) Conquanto fale muito, jamais me perturbou. 5 ) Assinale a afirmativa errada. a) Na dissertação, o centro é a idéia. b) No discurso direto é há um verbo de elocução. c) Há três tipos de discurso: direto, indireto e indireto livre d) O texto descritivo está centrado no objeto. e) O personagem - narrador leva o verbo normalmente à terceira pessoa. 6) Assinale a afirmativa errada. a) O texto dissertativo divide - se cm introdução, desenvolvimento e conclusão. b) O trecho seguinte não apresenta coesão textual: A não ser que estudes, serás reprovado no concurso. c) O texto narrativo tem como base o fato. d) Falta de coerê ncia é o mesmo que falta de lógica. e) Um texto pode ser narrativo e apresentar elementos descritivos. 7) Marque a afirmação correta em relação ao texto abaixo: “Senti tocar - me no ombro; era Lobo Neves. Encaramo - nos alguns instantes, mudos, inconsoláveis. Indaguei de Virgília, depois ficamos a conversar uma meia hora. No fim desse tempo, vieram trazer - lhe uma carta; ele leu - a, empalideceu muito e fechou - a com a mão trêmula.” (Machado de Assis, in Memórias Póstumas de Brás Cubas) a) É text o dissertativo com alguns elementos descritivos. b) Não se trata de texto narrativo, pois não há personagens. c) É um texto descritivo, com alguns elementos narrativos. d) O texto não apresenta personagem - narrador. e) Trata - se de uma narraç ão, sem nenhum traço dissertativo. 8) ) CESPE - 2007 - TRE - AP Assinale a opção correta a respeito das ideias apresentadas no texto e da tipologia textual. a) O texto é fragmento de uma notícia e se estrutura em duas partes: uma expositiva e outra argumentativa. b) O texto é uma descrição retirada de um texto publicitário, destinado a convencer os adolescentes a votarem. c) O texto narra episódios políticos que aconteceram antes das eleições para a chefia da UBES. d) O texto tem estrutura dissertati va, sendo as passagens entre aspas transcrições de discursos contrários às eleições aos 16 anos. e) No primeiro parágrafo, predomina a estrutura descritiva, mas, no segundo, sobressai a narrativa.

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